• Wednesday, March 21, 2007
a vida é algo tão... frágil e mutável. a mão treme e as palavras somem quando você quer apenas se aproximar e segurar um outro corpo com toda a força do mundo. como se entre você e ele estivesse um abismo e segurá-lo fosse a razão da sua existência. estranho como você se torna tetraplégico perante a responsabilidade de ter que estar lá, se fazendo presente. os movimentos não passam de apenas uma idéia. abrir a boca e omitir algum som, algo tão... terrivelmente difícil. mas... a verdade é que as palavras são totalmente dispensáveis em certas ocasiões e a tremedeira nas mãos passa instantaneamente quando elas se fundem junto a outras. não estranho, até muito certo, a vontade de enterrar a cabeça entre o ombro e a nuca de outro alguém num abraço. sentir o estômago dando voltas e o choro baixinho, abafado pelo tecido da sua blusa. por mais que você esteja lá, querendo transferir aquela dor violenta para si próprio, apenas para não ter que olhar alguém que te faz sorrir constantemente chorando... é... de uma forma cruel... impossível. o choro silencioso se torna inevitável. você se questiona sobre a razão daquilo tudo e só o que vem em resposta é o eco da sua pergunta. só. nada mais. nada...
our last days as children @ explosions in the sky
por zz; às 6:24 PM •
2 Comments:
olha ela!
quanto tempo, isabelita (perón?).
hahaha.
olha, não tenho palavras para falar qualquer coisa. o texto, obviamente, ficou muito bonito. como você bem sabe fazer... e eu, por outro lado, não sou levado assim facilmente pela emoção escrevendo. então nos seus textos há abundância de alma. já os meus... são apenas uma bunda! :D
fico pensando como o ser humano é incrível na sua diversidade. não adianta: por mais que os seres se assemelhem em muitos pontos, cada cabeça tem um funcionamento distinto. cada um tem sua personalidade e pensa de um jeito muitas vezes surpreendentemente singular. isso. você me surpreende às vezes... inclusive com a beleza que você expressa a sua "dor".
é interessante pensar nesse abismo que você citou. não sei se é engraçado, mas é curioso: somos nós mesmos que criamos esse afastamente do outro... isso só mostra como somos complexos e... contraditórios!
outra coisa... ahn. eu não sei me comunicar tão bem. quase não toco nos meus amigos. talvez minha namorada seja a única pessoa que demonstro afeto visceral, corporal. ah, tem também minha mãe, que abraço.
mas... as vezes eu me sinto impotente no tocante as pessoas ao meu redor. aquelas que eu amo. as vezes acho que não sei "estar lá". não sei se as coisas que digo adiantam; na verdade, em muitas horas, não há o que dizer, palavras de nada valem... e nesses casos, como sou tão retraído (talvez como você... ou mais, não sei), não consigo...
em alguns casos eu consegui mesmo me fazer presente, e senti bem isso que você falou aí. para mim era meio indescritível, mas você descreveu. lindo.
um beijo. tenho saudades. (:
Por
Fred Fagundes, às
7:23 PM
Você escreve de forma linda e apaixonante, eu já te disse? E... espero que agora, já que faz um tempo desde que você postou, esteja você esteja melhor. Fique bem ;D
(E impressão minha ou você está apaixonada?)
Por
Soneca, às
4:51 PM
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