• Thursday, March 15, 2007
continua andando, passando por pessoas diferentes como se fossem apenas partes sólidas de um lugar, como um pilar do qual se desvia quando se está a frente. senta e sente o cheiro das folhas caídas sob seus pés. analisa as imperfeições do piso, com olhos fixos, como se fossem a coisa mais interessante de todo o universo. pára e pensa na ausência de sentido para aquele momento, aquela existência, o barulho das pessoas falando juntas, os cheiros, o respirar de cada coisa ali. se questiona sobre a razão pela qual está, é; pela qual todos estão e são. continua encarando o chão e de repente pés coloridos lhe tiram de toda aquela reflexão existencialmente baboseirística. sobre os pés coloridos, um andar desajeitamente alegre e peculiar. sobe os olhos e avista outro ser "encarador de chãos", com um sorriso tímido brincando nos lábios. nasce ali a vontade de dar início a um diálogo, na esperança de poder descobrir nele/a pequenos traços que lhe farão sentir uma felicidade estomacal em grandes doses e posteriormente algo ruim, que futuramente será reciclado e novamente transformado no ato de encarar o chão, procurando por algo pelo qual se apaixonar.
specialist @ interpol
por zz; às 5:23 PM •
1 Comments:
Lindo texto... O começo passa aquela sensação de estar overwhelmed, mas, ao terminar de ler, um sorriso brota nos lábios :]
Por
Soneca, às
6:06 PM
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